Songs From The Haunted South – Old Fire

 

Projeto idealizado pelo músico e multi-instrumentista John Mark Lapham. Ele é o responsável por juntar nomes como DM Stith, Warren Defever, Rebekka Karijord, Robin old fire5Allender, Christopher Barnes, Semay Wu, Tom Rapp, Sara Lowes, Christian Madden, Alex Maas, Danny Norbury, Bob Hoffnar, Alex Hutchins, Lindsey Kuykendall, Mark Kuykendall, Elizabeth Warren. Ieva Berberian, Joe Ryan, Thor Harris para produzir uma obra única no sentido de sensibilidade e paixão.

O álbum levou quase uma década para ficar pronto. Songs From The Haunted South é definido por Lapham como um “ato de amor”. O conceito do álbum nasceu de uma ideia para um projeto da 4AD (gravadora independente britânica). Porém, após separar-se do cantor Micah P Hinson, o álbum, que originalmente foi concebido com o propósito de juntar alguns cantores e músicos gravando versões para canções que marcaram sua vida. Todavia, depois da separação, Lapham resolveu requalificar o projeto para as vozes que ele considerava encaixar melhor na sua inspiração.

As primeiras peças do quebra-cabeça juntaram-se após conhecer o ex-proprietário do selo 4AD, Ivo Watts Russell, que apresentou Lapham a Tom Rapp, um artista que gravou

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Rebekka Karijord

uma série de álbuns obscuros no final dos anos 60 e 70 sob o nome de Pearls Before Swine. Os vocais de Tom formaram a base da faixa Shadows. Nos anos seguintes, os vocais convidados foram gravados por Sara Lowes (The Earlies), DM Stith, Christopher Barnes (Gem Club), Rebekka Karijord e Alex Maas (Black Angels).

O projeto também apresenta uma boa quantidade de músicos excepcionais, incluindo DM Stith no piano e violão, Christopher Barnes (Gem Club) no Piano, Warren Defever na guitarra, Thor Harris (Swans) na bateria, Christian Madden no piano Rhodes & Organ e Semay Wu no violoncelo.

O álbum de 13 faixas contém uma seleção de músicas que, de uma maneira ou de outra, são dedicadas a diversas pessoas, algumas delas, falecidas. Musicalmente, as inspirações vão desde artistas como Brian Eno e Stars of the Lid até o Rock Psychedélico, o Country tradicional e similares. Pode ouvir as composições originais do Old Fire e compará-las com suas versões para canções de outrem é uma experiência bastante  intrigante. Lapham interpreta músicas da Psychic TV (The Orchids), Low (Laser Beam), Ian William old fire3Craig (A Sight Grip, A Gentle Hold), Jason Molina (It`s Easier Now), Camberwell Now (Know How) e Shearwater (Helix).

Songs From The Haunted South é um disco para gente com ouvidos refinados e coração aberto. Um trabalho fácil e, ao mesmo tempo, difícil de classificar, pois depende muito das preferências musicais de cada um e do tipo de experiência que se busque ao colocar o disco pra tocar. Por fim, o que fica é o esmero visivelmente dedicado à construção da obra e o bom gosto no qual ela está envolvida! Dessa forma, abra sua mente e seus ouvidos para Old Fire.

TRACKLIST:
01-Old Fire 3 (3:04)
02-Along Came a Sadness (1:41)
03-Helix (4:28)
04-Know How (3:52)
05-It`s Easier Now (4:58)
06-A Stranger in the Family (4:12)
07-Bloodchild (4:04)
08-Faust (2:02)
09-Shadows (4:56)
10-A Slight Grip, A Gentle Hold (3:59)
11-Laser Beam (4:26)
12-The Orchids (3:08)
13-Deadhouse Dream (4:15)
NOTA: 10


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Black Heaven – Earthless

earthless01“Estamos prontos para lidar com a decepção daqueles que esperam que as coisas nunca mudem!”

Enquanto os três álbuns anteriores da banda apresentavam de três a quatro sons de space rock (totalmente instrumentais), o quarto e último do power trio da Califórnia, Black Heaven (2018), é bem diferente. De acordo com o baterista Mario Rubalcaba, o novo disco “Tem seis músicas e, o mais importante, tem vocais em 70% de sua totalidade.” Embora os fãs mais dedicados que, sem dúvida ouviram o guitarrista Isaiah Mitchell, emprestar sua cara à música “Cherry Red” da [banda] GROUNDHOGS, que foi colocada como faixa bônus no CD de 2005, Rhythms From A Cosmic Sky“, eles [próprios] não o fizeram com tanto empenho. Ainda assim, das 6 faixas de “Black Heaven”, 2 são instrumentais. Embora uma dessas tem menos de dois minutos.

earthless07Não foi uma coisa premeditada gravar um disco com vocais. Explica Mario: “Nos álbuns mais antigos, Mike Eginton (baixista) era responsável por muitos dos riffs que originaram essas canções, mas em Black Heaven, Isaiah mostrou muito entusiasmo para compor as novas canções. Eu diria que essa é uma das principais diferenças neste álbum: tem mais informações sobre o Isaiah. E ele se arriscou trazendo suas ideias para nós, sem saber se gostaríamos. Mas, como tudo que fizemos anteriormente, ocorreu de forma orgânica e natural.”

Sobre o fato de a banda preferir compor canções instrumentais, quando os músicos começaram em 2001, como uma banda instrumental, eles foram constantemente questionados: “Vocês estão procurando por um vocalista?”. “E isso foi motivo de piada durante anos”, diz Mário. “Mas sempre soubemos que Isaiah sabia cantar. Ele tem uma ótima voz.”

earthless05E continua: “Fazíamos um cover aqui e ali, e, talvez escrevêssemos uma música para um projeto ou colaboração especial, mas nunca tentamos nos concentrar em escrever músicas orientadas pelos vocais. Foi realmente revigorante realizar essa abordagem em um disco nosso”. Embora as inclinações lisérgicas da banda estejam totalmente intactas, em Black Heaven, assumem uma matiz ‘mais’ de rock clássico do que os álbuns anteriores. “Para mim, pessoalmente, a coisa psicodélica é muito importante”, afirma Mário. E quanto perguntado sobre a sintonia entre os membros da banda, afirma: “Eu não tenho certeza se estaremos sempre do lado mais louco das coisas, musicalmente falando. Mesmo assim, há momentos em que é mais empolgante para uns e menos para outros. Porém, sempre fomos grandes fãs de coisas de rock clássico como ZZ TOP, JAMES GANG e ALLMAN BROTHERS – e, é claro, CREAM.

earthless06Não haveria EARTHLESS se não fosse por CREAM. Eles são como os bisavós dos power trios. Então, algumas dessas influências mais elementares vazaram nesse registro. Para mim, o álbum Gifted By The Wind tem mais vibe JAMES GANG ou ZZ TOP do que FLOWER TRAVELLIN BAND ou, ainda, qualquer coisa do KRAUTROCK. Com todos os vocais e harmonias, essa é definitivamente uma direção diferente para nós. ”O significado mais profundo de Black Heaven é o que representa essa reviravolta para o nós enquanto banda. Ninguém está mais ciente disso do que nós próprios.

earthless03Mas eles também sabem disso: você nunca mais longe se acreditar que está no lugar certo. “Tenho certeza de que haverá algumas pessoas que esperam as grandes quebradas típicas do space rock, e eu não sei se elas gostarão disso”, admite Mário. “Mas estou pronto para lidar com um pouco de decepção daqueles que esperam que as coisas nunca mudem. Ao mesmo tempo, acho que muita gente vai gostar de ouvir o nosso ‘lado B’. Se as pessoas realmente ouvirem [prestarem atenção] o que estamos fazendo, vai soar como nós [Earthless tradicional]. Às vezes, leva apenas algumas audições para entender a obra. E esse é o tipo de coisa que compensa mais no final das contas. ”


SHADOW OF YOUR LOVE – GUNS N’ ROSES

Guns2 - copiaGuns N’ Roses é uma banda que dispensa apresentações. Por três décadas alimentando o amor dos fãs e o despeito dos trues, a banda, liderada pelo polêmico vocalista Axl Rose continua provocando as reações mais diversas no meio musical do mundo todo.

De qualquer forma, utilizando-se de todo o aparato de mídia disponível atualmente, a assessoria da banda fez um excelente trabalho de bastidores e, no dia 10/05/18, como medida promocional do relançamento do seu debut album, APPETITE FOR DESTRUCTION, que vem remasterizado e expandido, liberou em seu site oficial a gravação de estúdio inédita de “Shadow of Your Love“, música antiga não lançada anteriormente!

O relançamento do álbum ocorrerá no dia 29 de junho de 2018, mas aqui, você pode conferir o liric video da versão original (1986) de Shadow of Your Love:


Master Killer – Merauder

merauder“Um ato de repúdio às tendências e as falsas posturas”

Se a música da cidade de Nova York é uma indicação do que está arraigado no coração de seu povo, o próprio MERAUDER, banda do Brooklyn/NY sintetiza a parte mais baixa da América do centro da cidade, no seu patamar mais gritante e destemido. Enquanto suburbanos e gangstas sedentos de rebelião são vítimas das tendências atuais e de falsas posturas, o verdadeiro espírito guerreiro que o Merauder representa continua sendo um artigo musical genuíno depois de quase duas décadas.

merauder05Originalmente lançado em 1995 e ainda aclamado por muitos como o melhor álbum da banda, “Master Killer” foi o primeiro disco completo do Merauder, agora recebendo o tratamento de reedição em 180 gramas de vinil graças a Reaper Records. Além da nova arte de capa, – com o que eu suponho serem referências do Iron Maiden, Anthrax, SOD, Quiet Riot, Ozzy, e Megadeth, entre outros, – há também um belo encarte com letras e uma colagem de fotos que parecem ser dedicadas ao guitarrista Javier “Sob” Carpio (que faleceu no ano passado, RIP), com algumas anotações de membros do Stigmata, Terror, Earth Crisis, World Collapse, Biohazard, All Out War, Obituary, e Converge refletindo sobre sua memória e / ou suas memórias deste álbum e a história do Merauder.

merauder06O que eu realmente posso dizer sobre o disco? Bem, se você conhece e curte essa banda, pode concordar comigo. Se não, espero que haja uma chance de que uma reedição como esta possa mudar sua opinião. Ou, ainda, estimulá-lo a perceber a força de seu trabalho para as gerações mais jovens, que não conseguem fazer uma leitura sobre a origem  de muitos males sociais (que surgiram no passado e continuam ocorrendo) contra os quais a banda se posiciona. Eu, particularmente acredito que um bom número de bandas parecem haver tido a intenção de reproduzir o padrão da banda neste álbum, mas seja como for, clássico é clássico e parece que ninguém conseguiu repetir tal modelo. A banda não deve ter recebido muito crédito até antes da obra, já que andaram de mãos vazias por, pelo menos uns 5 anos merauder03antes de lançar este, que é seu primeiro full-length. Porém, ao que tudo indica, o Merauder foi um dos primeiros a misturar “hardcore” com metal, mas sem soar datado ou sem originalidade. Eles sempre tiveram identidade sonora, seja nas vocalizações, seja nas estruturas rítmicas, ou nas métricas.

De toda forma, para mim este álbum definitivamente contêm o tipo de som que gostaria de fazer se tocasse algum instrumento. “Time Ends“, “Life is Pain“, “Mirror Shows Black“, “Master Killer” … o disco é ótimo em sua totalidade, e tem um grande equilíbrio entre peso  e melodia. É poderoso e te incita a entrar na roda de pogo. Thrash com padrões hardcore e hardcore com o ódio típico do thrash. Um disco perfeito em todos os sentidos.

TRACKLIST:
01-Time Ends (3:46)
02-Life Is Pain (3:22)
03-Mirror Shows Black (2:49)
04-Master Killer (3:24)
05-Downfall of Christ (3:16)
06-Dead End Path (3:14)
07-Take by Force (4:25)
08-Fear of Sin (3:05)
09-Besiege the Masses (3:38)
10-Crossfire (3:34)

NOTA: 10.



Leather Leone – Retorno 20 anos depois

“Contando com músicos brasileiros para alavancar sua carreira”

Cantora americana que ganhou relativa notoriedade junto aos fãs de heavy metal no mundo todo com as bandas Rude Girl e Chastain [banda da qual falamos no texto anterior] nos anos 80. Ela lançou um álbum solo, Shock Waves, em 1989 e depois fez uma pausa de longos vinte anos longe da carreira. Em 2011, ela começou a se apresentar novamente no The Sledge / Leather Project, e com eles lançou um álbum Imagine Me Alive, em 2012.

Leather Leone09Rude Girl (1980): Leather Leone começou a cantar no início dos anos 80. Ela se uniu à baterista Sandy Sledge para fundar a banda de metal feminina Rude Girl em San Francisco, Califórnia. O grupo começou a encabeçar shows de metal na área de San Francisco, e estava em palcos com grupos como Suicidal Tendencies e Megadeth. A banda foi convidada a assinar um contrato de sete anos com a Columbia Records, para gravar um disco com o produtor Sandy Pearlman, que havia trabalhado com o Black Sabbath, mas o grupo se separou antes de gravar seu primeiro álbum. Pelas regras do contrato o nome da banda deveria mudar para Malibu Barbi, o que, fatal e felizmente não ocorreu.

Leather Leone10Chastain (1984): Leone logo se tornou vocalista da banda Chastain. O grupo foi idealizado por Mike Varney, presidente da Shrapnel Records para um álbum solo de David T. Chastain. Varney tinha notado a habilidade de guitarra de Chastain, membro da banda CJSS e, ao mesmo tempo, ele queria ajudar a dar um rumo para o talento da jovem cantora. Ela gravou cinco álbuns com Chastain durante seis anos, e o grupo em diferentes momentos continha membros de Alice Cooper, Cannibal Corpse e King Diamond. Depois de um longo hiato, Leather Leone começou a gravar com Chastain novamente. Eles lançaram “Surrender to no one” em 2013. Chastain também lançou “We bleed metal” em 2015. Com Chastain, Leather Leone não faz turnê desde 1990.

Carreira solo (1989): Leather Leone07Ela lançou seu álbum solo, Shock Waves, em 1989, pela Roadrunner Records. O álbum foi lançado pela primeira vez pela própria gravadora de David T. Chastain, Leviathan Records. O disco é heavy n’ hard típico da cena americana, o que, em nada desmerece o trabalho. Pelo contrário, foi um belo passo inicial de uma carreira, que se pretendia, de sucesso. Por questões não explicadas, a banda separou-se e o sucesso não veio para a cantora, mas sua marca dificilmente será apagada. Leather, como uma grande profissional, persiste até os dias de hoje.

Leather Leone01Leather II (2016): ressurgida das cinzas, há 2 anos, Leather Leone reaparece de forma surpreendente com uma banda formada por músicos brasileiros. No Brasil, gravam o seu último álbum e com o novo grupo faz uma bem sucedida turnê sul-americana. Também, de posse do novo material e contando com o talento dos brasileiros, voltou a compôr e planejar novas turnês. A banda de apoio, conta com os excelentes músicos: Vinnie Tex (guitarra), Marcel “Daemon” Ross (guitarra), Thiago Velasquez (baixo) e Braulio Drumond (bateria).

De acordo com o Facebook oficial, a cantora atualmente excursiona com Steve Grimmett’s Grim Reaper. Quanto aos “boys from Brazil“, bem eles continuam firmes e formes ao lado daquela que é aclamada por muitos como uma das vocalistas femininas mais poderosas e influentes da história da música Heavy Metal

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