Leather Leone – Retorno 20 anos depois

“Contando com músicos brasileiros para alavancar sua carreira”

Cantora americana que ganhou relativa notoriedade junto aos fãs de heavy metal no mundo todo com as bandas Rude Girl e Chastain [banda da qual falamos no texto anterior] nos anos 80. Ela lançou um álbum solo, Shock Waves, em 1989 e depois fez uma pausa de longos vinte anos longe da carreira. Em 2011, ela começou a se apresentar novamente no The Sledge / Leather Project, e com eles lançou um álbum Imagine Me Alive, em 2012.

Leather Leone09Rude Girl (1980): Leather Leone começou a cantar no início dos anos 80. Ela se uniu à baterista Sandy Sledge para fundar a banda de metal feminina Rude Girl em San Francisco, Califórnia. O grupo começou a encabeçar shows de metal na área de San Francisco, e estava em palcos com grupos como Suicidal Tendencies e Megadeth. A banda foi convidada a assinar um contrato de sete anos com a Columbia Records, para gravar um disco com o produtor Sandy Pearlman, que havia trabalhado com o Black Sabbath, mas o grupo se separou antes de gravar seu primeiro álbum. Pelas regras do contrato o nome da banda deveria mudar para Malibu Barbi, o que, fatal e felizmente não ocorreu.

Leather Leone10Chastain (1984): Leone logo se tornou vocalista da banda Chastain. O grupo foi idealizado por Mike Varney, presidente da Shrapnel Records para um álbum solo de David T. Chastain. Varney tinha notado a habilidade de guitarra de Chastain, membro da banda CJSS e, ao mesmo tempo, ele queria ajudar a dar um rumo para o talento da jovem cantora. Ela gravou cinco álbuns com Chastain durante seis anos, e o grupo em diferentes momentos continha membros de Alice Cooper, Cannibal Corpse e King Diamond. Depois de um longo hiato, Leather Leone começou a gravar com Chastain novamente. Eles lançaram “Surrender to no one” em 2013. Chastain também lançou “We bleed metal” em 2015. Com Chastain, Leather Leone não faz turnê desde 1990.

Carreira solo (1989): Leather Leone07Ela lançou seu álbum solo, Shock Waves, em 1989, pela Roadrunner Records. O álbum foi lançado pela primeira vez pela própria gravadora de David T. Chastain, Leviathan Records. O disco é heavy n’ hard típico da cena americana, o que, em nada desmerece o trabalho. Pelo contrário, foi um belo passo inicial de uma carreira, que se pretendia, de sucesso. Por questões não explicadas, a banda separou-se e o sucesso não veio para a cantora, mas sua marca dificilmente será apagada. Leather, como uma grande profissional, persiste até os dias de hoje.

Leather Leone01Leather II (2016): ressurgida das cinzas, há 2 anos, Leather Leone reaparece de forma surpreendente com uma banda formada por músicos brasileiros. No Brasil, gravam o seu último álbum e com o novo grupo faz uma bem sucedida turnê sul-americana. Também, de posse do novo material e contando com o talento dos brasileiros, voltou a compôr e planejar novas turnês. A banda de apoio, conta com os excelentes músicos: Vinnie Tex (guitarra), Marcel “Daemon” Ross (guitarra), Thiago Velasquez (baixo) e Braulio Drumond (bateria).

De acordo com o Facebook oficial, a cantora atualmente excursiona com Steve Grimmett’s Grim Reaper. Quanto aos “boys from Brazil“, bem eles continuam firmes e formes ao lado daquela que é aclamada por muitos como uma das vocalistas femininas mais poderosas e influentes da história da música Heavy Metal

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Ruler of the Wasteland – Chastain

“Pequena pérola de brilho intenso”

1986, o ano em que o heavy metal se tornou o estilo mais popular do mundo. Naquela ocasião, possivelmente, foram produzidos os melhores e maiores discos do estilo. Entre os grandes álbuns dos medalhões, há muitas pérolas que tiveram seu brilho ofuscado, mas que, justiça seja feita, foram parte importante de uma época romântica e produtiva.

Chastain04Ruler of the Wasteland (1986) é o segundo álbum do guitarrista David T Chastain, guitarrista fenomenal que produziu grandes discos através de suas várias bandas. O que temos aqui é um apanhado de nove faixas apaixonadas e poderosas, pontuadas pelo estilo marcante de David e pelos vocais estridentes de Leather Leone, uma das melhores cantoras do ramo, e, considerando que o disco data de 1986, pode-se dizer que ela é uma das pioneiras mulheres de front numa banda heavy metal. Isso não tem nada a ver com o Nightwish, Épica e similares, este é o clássico hard n’ heavy americano dos anos 80 na sua melhor forma. Um legítimo representante dos anos anos 80 – época em que as bandas se concentravam mais no feeling do que na técnica e nos recursos de estúdio. Enquanto Chastain conduz o grupo com solos retalhados e se impõe com certa sutileza neoclássica, Chastain03é Leone quem brilha mais, com seus vocais rasgados e estrondosos . Ela fez com que músicas como ‘One Day to Live‘ e a balada ‘Angel Of Mercy se tornassem clássicos absolutos.

Apesar de o volume haver ficado abaixo do ideal para o estilo em questão, o álbum tem muita qualidade. O fato é que naquela época, quando os recursos tecnológicos não eram tão acessíveis para qualquer banda, as produções era mais orgânicas e justamente por isso, exigiam mais dos músicos. Dessa forma, era possível compensar muitas carências de produção (gente especializada, softwares, etc). Naquelas condições, os esforços e as competências dos artistas lhes dava maior credibilidade e respeito.

Por fim, é por essas e outras que Ruler of the Wasteland é uma pequena pérola de brilho intenso e, juntamente com clássicos do porte de Somewhere in Time (Iron Maiden), Turbo Lover (Judas), The Ultimate Sin (Ozzy), The Final Countdown (Europe), e tantos outros, ajudaram a fazer daquela, uma das épocas mais profícuas do heavy metal em todos os tempos.

TRACKLIST:
01-Ruler of The Wasteland
02-One Day To Live
03-The King Has The Power
04-Fighting To Stay Alive
05-Angel of Mercy
06-There Will Be Justice
07-The Battle of Nevermore
08-Living In a Dreamworld
09-Children of Eden

NOTA: 10


Quase famosos – Filme

200px-Almost_FamousAlmost Famous (2000), Quase famosos é uma das mais bonitas homenagens já feitas ao rock no cinema. Retrata o cenário do rock dos anos 70. Baseado na vida pessoal do diretor Cameron Crowe, fala sobre um rapaz de 15 anos aspirante a jornalista que consegue trabalho na revista Rolling Stone, e deve acompanhar a banda fictícia Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos . A trilha sonora impecável conta com Led Zeppelin, Elton John, The Who, Yes, Lynyrd Skynyrd, David Bowie, Simon & Garfunkel, Rod Stewart, além de outros clássicos e canções originais do “Stillwater“, banda que é uma mistura de três bandas, conforme o próprio Cameron: Led Zeppelin, The Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd.

01-America (Simon & Garfunkel, 3:35);
02-Sparks (The Who, 3:49);
03-It Wouldn’t Have Made Any Difference (Todd Rundgren, 3:51);
04-I’ve Seen All Good People: Your Move (Yes, 3:34);
05-Feel Flows (The Beach Boys, 4:44);
06-Fever Dog (Marti Frederiksen, 3:10);
07-Every Picture Tells a Story (Rod Stewart, 5:56);
08-Mr. Farmer (The Seeds, 2:52);
09-One Way Out (Gregg Allman, 4:58);
10-Simple Man (Ronnie Van Zant, 5:57);
11-That’s the Way (Led Zeppelin, 5:37);
12-Tiny Dancer (Elton John, Nigel Olsson, Dee Murray, …, 6:17);
13-Lucky Trumble (Nancy Wilson, 2:42);
14-I’m Waiting for the Man (David Bowie, 5:44);
15-The Wind (Cat Stevens, 1:42);
16-Slip Away (Clarence Carter, 2:32);
17-Something in the Air (Thunderclap Newman, 3:55).


Portraits of Duke Ellington – Joe Pass

joe pass2Portraits of Duke Ellington” é um disco de Joe Pass, lançado em 1975. Chegou a 37ª posição na parada americana de Jazz. É uma homenagem para Duke Ellington , outro artista cuja música serviu de inspiração para muitas gerações de músicos do estilo.

Eu (este que vos escreve) sou um fã de guitarras orientadas pelo jazz, por isso, esse álbum literalmente me parou quando o ouvi pela primeira vez. Na verdade, este é o álbum que abriu minha mente e ouvidos para o jazz de um modo geral.

Infelizmente minhas palavras não conseguem descrever como o Pass maneja as músicas assinadas por Duke no momento que ouvi o disco. Contudo, faço questão de creditar também Ray Brown (baixo) e Bobby Durham (bateria), que -nesse disco – foram fundamentais para me converter em fã do estilo em questão. Mas é Joe e sua guitarra que fazem este disco especial.

As melodias de Duke soavam pessoais demais e complicadas demais para este que vos escreve. Ele escreveu e fez arranjos “para músicos” específicos em vez de “para instrumentos”, e isso torna a interpretação de Joe ainda mais interessante. Uma coisa é ter o comando absoluto de um instrumento e outra bem diferente é ter uma compreensão profunda da música e dos pensamentos do compositor e do arranjador ao interpretar a sua obra. Joe Pass tinha uma habilidade rara para ambos e isso é evidenciado em todas as faixas do disco. Se você é um guitarrista e não está muito familiarizado com a música de Duke, ficará impressionado. Se você também é um fã convicto de Duke, ficará impressionado do mesmo jeito.

A duração do disco é curta (49:06), mas é tão intenso que parece durar mais. Foi gravado em uma única sessão de estúdio e, justamente aí, está a maior razão para sentir-se positivamente surpreendido, como pode um disco tão requintado ter sido gravado em um único dia?


Below the Eternal Sky – Six Months Of Sun

Six Months Of Sun02“Música estranhamente cativante”

Below the Eternal Sky é o novo álbum do Six Months Of Sun, banda de stoner rock (instrumental) cujo som é bem difícil de descrever. Música estranhamente criativa que parece ancorar-se no setentismo de Sabbath & Zeppelin, adicionando guitarras sujas em viagens com feeling “progressive rock”. Na verdade, a sonzeira produzida pela banda é proveniente de nada mais do que uma guitarra, um baixo e uma bateria e – obviamente – da capacidade criacional dos músicos. A banda nasceu no verão de 2009 na neblina de uma caverna escura em Genebra (Suíça), onde Christophe Grasset (guitarra), Cyril Chal (baixo) e Daniel Stettler (bateria) começaram a escrever suas primeiras composições. Apesar de haver dois artistas aptos a “cantar” na banda, eles decidiram criar composições instrumentais para dar mais espaço à música, simplesmente porque lhes parecia muito mais divertido tocar.


Qual melhor série

Existem seriados para todos os gêneros, vamos descobrir qual o seu?

CINESTALGIA

Para amantes e curiosos por cinema e televisão.

Gean Zanelato

Escreve sobre cotidiano e comportamento

Favo de Fel

Onde as doçuras e amarguezas culturais se encontram

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Ushma Patel

When the green woods laugh with the voice of joy, And the dimpling stream runs laughing by; When the air does laugh with our merry wit, And the green hill laughs with the noise of it.

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Sentimientos del alma. Poesía, poemas, cuentos, o simplemente palabras que dicen algo y aún no son catálogadas. ¿Qué etiqueta lleva la palabra que sale del alma?

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