Icto de saudade

reeeUm legado de memórias tuas, há no meu lugar.
Uma ânsia louca que cessaria, fosse tua própria, a minha vida.

Fostes o reflexo da minha imagem que, agora, sem propriedades, se perde na poeira da terra seca.

Terra esta, que grita de dor, assim como gritam minhas mão calejadas revirando o chão sobre ti.

Sem tua voz macia no ícto da minha vou espreitando a morte viva que, há tempos, comigo caminha.

Também é velha companheira, a miséria amiga.

E o teu sorriso é parte da utopia através da qual sigo brigando pela vida.

Mas perdendo pra morte… que ti levou de mim.

Categorias:poesia

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7 respostas

  1. Estimado Ricardo.

    Li esta poesia de sua cunha, que me trouxe à memória de meus pais, ambos nordestinos assim como nós outros, de saudosa lembrança de um tempo que não volta mais! Grato.

    Sds/César.

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  2. César, agradeço sua participação. Uma das coisas que me inspiraram na idealização do poema, foi exatamente essa natureza árida do sertão e a força do nordestino, com sua vontade/necessidade de superação.
    Abraço.

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