Gary Moore – 7 anos sem o mestre [fim]

gary11“…” No entanto, a década não foi totalmente boa para Moore. Embora tenha conseguido reparar sua amizade com o velho amigo Phil (aparecendo em várias faixas de Life/Live (Thin Lizzy) e num par de outras, “Military Man” e “Out in the Fields” em 1985, os anos de trabalho duro dedicados ao Lizzy finalmente alcançaram Lynott, forçando sua passagem no ano de 1986. Moore então dedicaria “Wild Frontier” a Lynott, honrado o eterno líder da Thin Lizzy na faixa “Blood of Emeralds” (de After the War).

gary12Com a pressão para produzir singles e cansado de sua inclinação musical para o hard rock, voltou às suas raízes bluesy no álbum Still Got the Blues (o lançamento mais comercialmente bem sucedido de sua carreira), que teve como convidados nomes como Albert Collins, Albert King e George Harrison. Gary continuou em seu estilo de blues recentemente redescoberto em lançamentos subsequentes como After Hours de 1992 e Blues Alive de 1993, antes de formar o supergrupo de curta duração BBM, juntamente com a antiga seção de ritmo de gary15Cream (o baixista Jack Bruce e o baterista Ginger Baker) que durou uma álbum, Around the Next Dream de 1994. Em seguida, fez um álbum-tributo para Peter Green, Blues for Greeny de 1995, que deixou sua marca em 11 faixas, escritas ou executadas em algum ponto por ele próprio. Moore experimentou com diferentes estilos musicais em seus próximos dois lançamentos solo, Dark Days in Paradise (1997) e A Different Beat (1999), antes de abraçar o blues mais uma vez em seu primeiro lançamento do século 21, Back to the Blues, de 2001.

Gary 14-2Ao longo dos anos, Gary Moore foi o tema de inúmeras compilações, sendo que, a melhor do artista, para este que vos escreve, é “The Colection“, mais orientada para o Heavy Metal (1998) e o “Best of the Blues” (2002), bem como “Out in the Fields: The Very Best Of Gary Moore”, que foi dividido meio-a-meio entre Heavy e Blues. Em colaboração com o baixista Cass Lewis (Skunk Anansie) e o baterista Darrin Mooney (Primal Fear), Gary passou a dedicar-se mais ao rock e sob esta influência lançou discos como “Scars“. Houve também o poderoso “Live at Monsters of Rock” (2003), sobre o qual declarou orgulhoso: “nenhum overdub foi usado!”. Em “Raw Power of the Blues” (2004) não apresentou nada além de Blues, assim como o “Old New Ballads Blues” (2006), “Close as You Get” (2007), que apresentou alguns contribuições de bateria de seu antigo amigo do Thin Lizzy, Brian Downey e “Bad for You Baby” (2008). Este foi o último álbum de estúdio de Moore, já que inesperadamente faleceu de um suspeito ataque cardíaco nas primeiras horas da manhã de 6 de fevereiro de 2011, durante suas férias na Espanha.


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