Peace – Graveyard

Uma banda com evidências latentes de Witchcraft ou Priestess. Graveyard foi Formada em Gotemburgo/Suécia no final de 2006. Os membros originais Joakim Nilsson (guitarra e vocal), Truls Mörck (guitarra e vocal), Rikard Edlund (baixo), e Axel Sjöberg ( bateria) foram movidos pelo legado de gigantes como Cream e Black Sabbath, e rapidamente gravaram sua primeira demo. Logo depois, a banda conseguiu um acordo de distribuição dupla com a Tee Pee Records e a Transubstans. Seu álbum de estréia, intitulado simplesmente Graveyard, foi lançado no início de 2008, após o qual Sjöberg foi substituído pelo guitarrista Jonatan Larocca-Ramm. Depois de excursionar com grupos como Witchcraft, Clutch e CKY, a banda voltou com um segundo álbum, o Hisingen Blues, lançado pela Nuclear Blast, em 2011. No ano seguinte, foi lançado o Lights Out, com Innocence & Decadence chegando em 2015. Em setembro de 2016, a banda anunciou sua separação.

graveyard

Para alívio geral dos fãs, no início de 2017 a banda anuncia seu retorno com a substituição do baterista Axel Sjöberg, que parece haver sido o maior causador das tretas internas na banda. O motivo da sua saída foi tratado pela banda puramente como uma ‘divergência musicai’.

Todavia, esta não foi simplesmente uma troca de bateristas numa banda. Qualquer um que já viu o Graveyard ao vivo pode confirmar que Sjöberg era uma parte importante da banda e sua presença de palco com a Graveyard era magnifica. Some-se a isso o fato de que, como um dos fundadores da banda, ele esteve lá desde o começo e ao longo dos anos, nos quais desenvolveram uma combinação perfeita na química entre eles.

Peace (2018) parece ter revigorado o propósito de cada membro da banda. É como se eles houvessem se livrado de resquícios de ferrugem acumulada pela ausência de turnês. A entrada de Bergenheim, sem dúvida, ajudou a restabelecer a dinâmica do grupo, perceptível, ao longo de todas as 10 músicas. Por falar em música, ela é quase sempre dirigida pelos vocais, ora graves, ora bluesy de Nilsson. O registro começa com It Ain’t Over Yet, que se mostra bastante contagiante; Seguida de Cold Love, que é algo mais intermediário entre a euforia inicial e a calma da faixa seguinte; See the Day beira a melancolia e parece ótima trilha para dias chuvosos; Please Don’t nos atinge com ganchos certeiros nos incitando para a briga; The Fox (o primeiro single do álbum) é Graveyard puro e nos deixa com uma confortável sensação de que a essência sonora do grupo está mantida; Walk On, faixa mais longa até o momento tem um dos refrões mais legais do álbum. Porém, é hora de se mexer, portanto, sigamos em frete. O jogo segue com Del Manic, que se mostra cativante e traz outro refrão bem pensado e um pouco grudento; em Bird of Paradise Mörck assume o front se saindo muito bem com vocalizações que remetem a Thin Lizzy. Poderiamos dizer que sua presença ao lado de Nilsson nos vocais é mais do que apenas uma tática pra dinamizar as coisas, mas parece que ele realmente traz algo diferente para o conjunto. A Sign of Peace, que pode estar conceitualmente relacionada com tudo o que a banda passou para chegar ao lançamento deste disco, mas que – de qualquer forma – é, para este que vos escreve, um dos momentos mais marcantes do álbum; Low (I I don’t Mind), desenrola-se com um ritmo de locomotiva com tendência para o blues. Novamente, para mim, o segundo momento mais marcante do álbum.

TRACKLIST:
01-It Ain’t Over Yet (3:39)
02-Cold Love (4:53)
03-See the Day (3:09)
04-Please Don’t (4:13)
05-The Fox (2:38)
06-Walk On (5:22)
07-Del Manic (4:27)
08-Bird of Paradise (3:43)
09-A Sign of Peace (3:42)
10-Low (I Wouldn’t Mind) (6:36)

NOTA: 9.


4 respostas

  1. Sabe o que gosto mundo no teu blog? Me faz parecer inteligente, coisa que estou longe de ser. Explico. Digamos que estou diante de uma plateia e a discussão, sei lé, é sobre a influência dos Beatles no tango argentino. Quando estou prestes a ser massacrado por um bom argumento, finjo um certo descaso e digo algo tipo “claro que você não sabe que duas das mais representativas bandas de metal da Finlândia juntam forças num álbum lançado pela revista alemã Legacy”. Claro que a plateia passa a ser minha, hum?

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