Arctic Sleep – Passage Of Gaia

Quando você pensar em  rock progressivo com influências de atmosferic / Doom, Arctic Sleep é um dos nomes emergentes com maior chance de vir a mente de agora em diante. Com seu sexto álbum completo, Passage of Gaia (2014), a banda faz um retorno às suas raízes como uma dupla. Fazendo um som com uma musicalidade gigantesca, o multi-instrumentista Keith D e o guitarrista Mike Gussis saltam para um dimensão abstrata mergulhando de cabeça em 54 minutos de uma viagem cheia de beleza sensorial. Como uma espécie de continuação do seu álbum anterior Arbors (2012), “Passage” melhora a sua fórmula musical únicas da banda com um material mais rico e excitante. O duo, que vêm de Milwaukee e Chicago, desenvolveu um som que vem do rock pesado e metal progressivo elementar, incluindo seus muitos sub-gêneros de “Shoe Gaze”, “Space Rock” e “Doom”. Parece evidente ao longo da jornada musical de “Passage” que a natureza está conectada de uma forma consciente ao coração dos músicos.

Eles não têm medo de arriscar e ultrapassam os limites do pensamento em que está baseado o rock progressivo. O EP Realms (2013) é um bom exemplo do impulso rompedor de paradigmas da banda. Estando já um pouco a frente nos trabalhos anteriores “Realms” flerta com os gêneros de ambiência Abstrata como Space Rock e Psychedelia. No entanto, em “Passage”, o produtor Joel Wanasek, parece ter conseguido realinhar a banda ajudando a explorar suas raízes no sentido de profundidade, continuando a partir de “Arbours” de 2012 e, seu antecessor, Earth to Earth (2010). “Passage”, é assim, como os trabalhos anteriores da banda, reforçado pelo poderoso som de guitarra que remete a Kim Thayil, Adam Jones, Sel Balamir e Mike Vennart. O ouvinte talvez também possa notar elementos instrumentais de “Opeth”, “Porcupine Tree” e “Cave In”.

A fantástica Emily Jancetic adiciona harmonia vocal e beleza à mistura, mas não há complacência no conforto calmo que serpenteia ao longo de “Passage of Gaia”. Disrupções auditivas agressivas perturbam nosso contentamento. Bombas de imagens sonoras variadas provocam nossos sensores de prazer a níveis doentios  e intoleráveis – o que acaba por tornar-se perturbador. O álbum é construído a partir de uma ferocidade que está profundamente enraizada na paixão dos amigos pela música e pela habilidade de escrever. Essa paixão é evidente. Arranjos instrumentais que tocam, acalmam e sacodem, complementados, como sempre, pelo estilo vocal de barítono de Keith, pela habilidade de Mike com a guitarra e pela presença quase fantasmagórica de Emily.


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