Krisiun – Scourge Of The Enthroned

“Um mar de brutalidade na terra”

O nome da banda foi inspirado no Mare Crisium, ou Mar das Crises (uma bacia lunar cuja dimensão aproximada é de 176.000 km quadrados e que foi formado na era Nectária, ou seja, há cerca de 3,9 bilhões de anos). Há milhares de quilômetros da lua, desde 1990, o Krisiun, foi fundado pelos irmãos Alex Camargo, Max Kolesne e Moyses Kolesne, que absorveram plenamente o conceito das Crises oceânicas lunares fazendo um som escatalógico e mortal. Ao longo dos anos, os irmãos construíram uma marca que se assemelha a algo como uma tempestade, só que sonora. Na verdade, existem poucas bandas que encarnam o gênero como o Krisiun, que com o lançamento de Scourge Of The Enthroned celebra 28 anos ininterruptos de estrada.

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Desde o álbum de estréia, Black Force Domain, até o lançamento de The Great Execution (2011), a abordagem do grupo se tornou uma marca. Imitações e cópias são comuns no death metal. Mas, para o Krisiun, banda que se distingue no meio, identidade  é questão de honra. É fato que nenhuma banda, viva ou morta, faça um som semelhante ao que faz os brasileiros. Aliás, a explosão do baterista Max, os solos desenfreados de Moyses e os vocais demoníacos de Alex se tornaram mais focados de uns tempos pra cá, reforçando a tese de que os brasileiros são únicos em sua expressão sonora.

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Scourge of the Enthroned é um dos pontos altos da carreira do Krisiun. E olha que os brasileiros têm uma carreira célebre e uma trajetória de brutalidade, mas esse álbum é um dos mais elaborados e violentos do grupo até hoje. É definitivamente um passo a frente e talvez o que melhor se encaixe na ideia de tempestade sonora (acima citado). Ao que parece a banda cavou até a profundidade de Black Force Domain e resgatou suas raízes death metal, só que agora, com produção de primeiro mundo. Os destaques imediatos para este que vos escreve vão para Demonic III, uma faixa deliciosamente carregada de desgraça; A Thousand Graves, na qual o trio entra em fluxo num ritmo alucinante que se mantêm pelo resto do disco; e Electricide, que a meu ver, funciona como um contraponto àquilo que se ouve na maior parte do disco. Por fim, o álbum foi gravado na Alemanha, no Stage One Studios, com o produtor Andy Classen, que trabalhou com a banda nos álbuns Conquerors of Armageddon, Southern Storm e The Great Execution. A capa foi criada por Eliran Kantor, que, entre outras, fez a capa de Brotherhood Of The Snake, último álbum do Testament.

TRACK LIST:

01-Scourge of the Enthroned (5:54);
02-Demonic III (5:02);
03-Devouring Faith (4:19);
04-Slay the Prophet (4:50);
05-A Thousand Graves (4:11);
06-Electricide (4:04);
07-Abysmal Misery (Foretold Destiny) (3:57);
08-Whirlwind of Immortality (5:51)

NOTA: 10.


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