Emma Ruth Rundle – Experimental e introspectiva!

Para aqueles que ainda não a conhecem, o presente texto trata de – apenas – uma breve apresentação: Emma Ruth Rundle é vocalista e guitarrista do grupo “pós-rock”/”psych metal” Marriages (Califórnia); integra o grupo Red Sparowes; é frontwoman do Nocturnes; além de ser vocalista, compositora, guitarrista, artista visual e uma talentosa artista solo, cuja dramaticidade de sua música evoca artistas/bandas contemporâneos como Chelsea Wolfe e Esben and the Witch.

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Nascida na cidade de Los Angeles/Califórnia, mas, atualmente sediada em Louisville/Kentucky, antes de lançar um álbum solo, Emma publicou através do Bandcamp uma espécie de coletânea de canções experimentais compostas em função do violão/guitarra. E o resultado é Some Heavy Ocean (2014), um conjunto de canções catárticas que, para os iniciados, remete a uma mistura elaborada de estilos como Space Rock, Pós-Folk, Pós-Rock (e mais!), que foi inteiramente escrito e gravado no estúdio “caseiro” Sargent House, tendo o selo indie Echo Park como responsável pelo lançamento.

Todavia, somente após o lançamento de “Salome” (2015), segundo disco sob a assinatura de “Merriages” é que Emma pôde lançar seu segundo álbum completo, Marked for Death (2016), também produzido no Sargent House. Posteriormente saiu The Time Between Us, um split EP com Jayle Jayle, seguido do projeto “dark” de Evan Patterson, da Young Widows.

On Dark Horses é o terceiro trabalho solo de Emma. O disco  Novamente, um trabalho experimental, que, a julgar pela trajetória da artista, é sua marca principal. Ao longo do álbum, há referências a cavalos, provavelmente influenciados pela transferência de Emma para Louisville, Kentucky, para estar com seu parceiro Evan Patterson, que contribuiu com muitas partes de guitarras para o álbum. Liricamente, On Dark Horses é emotivo, pessoal, mas também – para usar um termo da moda – empoderador. O disco fala de superação – os “Cavalos” tem essa função simbólica no álbum e parecem estimular a imaginação da artista para mais. As letras crescem na dimensão visual e provocam sentimentos variados no ouvinte. Segundo ela, eles são imponentes e bonitos, mas não são realmente livres”. E isto lhe deu poder criacional para colocar nas canções um simbolismo que parece atingir a todas as pessoas em suas experiências sentimentais mais individuais e todas podem tocar alguém em alguma parte do mundo, de alguma forma. Não vou citar destaques pois o disco todo acabou por me envolver de uma forma tão pessoal que não me sinto mais em condições de julgá-lo de forma imparcial.


a4234956256_10TRACK LIST:
01-Fever Dreams (4:50)
02-Control (4:10)
03-Darkhorse (4:46)
04-Races (5:34)
05-Dead Set Eyes (4:58)
06-Light Song (4:10)
07-Apathy on the Indiana Border (4:47)
08-You Don’t Have to Cry (4:50)
NOTA: 9,00.



#esteriltipo #RicardoCunha #EmmaRuthRundle #OnDarkHorses

Categorias:Geral

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